A CPI que bloqueou R$ 8 bilhões em ativos suspeitos.
Os fundos de pensão de quatro grandes estatais — Previ (Banco do Brasil), Postalis (Correios), Funcef (Caixa Econômica) e Petros (Petrobras) — apresentavam indícios de irregularidades e desvios que somavam quase R$ 7 bilhões. O dinheiro era das aposentadorias dos trabalhadores dessas empresas.
Sem investigação parlamentar, os envolvidos continuariam protegidos pela opacidade das operações financeiras dos fundos.
Como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, Sérgio Souza coordenou a apuração das suspeitas. Foram meses de depoimentos, análise documental e construção do relatório final, que reuniu provas e propôs encaminhamentos para a Justiça e para os órgãos de controle.
A CPI foi um processo de alta complexidade: fundos de pensão operam com estruturas financeiras sofisticadas, e construir um relatório juridicamente sólido exigiu rigor técnico e resistência política.
Ao final dos trabalhos, R$ 8 bilhões em ativos de investigados haviam sido bloqueados pela Justiça. O relatório foi entregue ao Ministério Público Federal, que deu continuidade às investigações criminais.
A CPI protegeu o patrimônio de milhões de trabalhadores aposentados e marcou um dos maiores casos de fiscalização parlamentar sobre fundos de pensão estatais no Brasil. Sem a atuação do Congresso, os desvios teriam permanecido na sombra.